Sexta-Feira
Na sexta feira um terremoto de magnitude de 8,9 sacudiu a costa oriental do Japão seguido por um tsunami de 10 metros de altura matando centenas de pessoas. O terremoto foi o mais forte da história do Japão e o quinto maior do mundo desde 1990, segundo o Serviço de Pesquisas Geológicas dos Estados Unidos. Também contribuíram para a aversão ao risco a intensificação dos conflitos civis no mundo árabe, com o "Dia da Ira", e preocupações sobre a crise de dívida soberana na zona do euro. Além disso, indicadores divulgados na sexta nos EUA e China não ajudaram em nada.
Com este cenário nebuloso, na Europa, as bolsas tiveram o menor fechamento de 2011 e nos EUA e Brasil...bem, alguém encontrou espaço para compras! Brasil e EUA fecharam com sinais positivos. A explicação: após vários tombos muitas ações entraram em patamares interessantes de compras. O investidor mais atento não perdeu tempo.
Nos Estados Unidos, as vendas do varejo em fevereiro subiram 1%, segundo o Departamento de Comércio, ante previsão de +1,2%. Ainda assim, o resultado significa a maior alta em quatro meses. Por outro lado, as vendas das empresas dos EUA tiveram em janeiro o maior crescimento em 10 meses, enquanto os estoques cresceram mais do que o esperado, com as companhias antecipando um aumento na demanda. Os estoques aumentaram 0,9% em janeiro, para US$ 1,453 trilhão, em termos ajustados sazonalmente.
Em terras brasileiras, a FGV divulgou que a inflação mensurada pelo IGP-M, usado como referência na maioria dos contratos de aluguel, variou 0,48% na primeira prévia de março, ante alta de 0,66% no mesmo período de fevereiro. E o IBGE apontou que o emprego industrial registrou variação positiva pela 12ª vez seguida na comparação com igual mês do ano anterior.
Na próxima semana, o mundo financeiro ainda deverá repercutir a semana tumultuada que passamos. Os efeitos do terremoto no Japão, as tensões geopolíticas no Oriente Médio e a possibilidade de novas medidas do governo brasileiro para travar a alta do real permanecerão como pano de fundo. A agenda econômica trará como destaque a reunião do FOMC, dados do setor imobiliário americano, indicadores antecedentes e dados regionais de produção industrial.
Hoje
Para esta semana, enquanto acompanham os efeitos do tsunami no Japão, os investidores globais terão uma agenda de indicadores pesada nos EUA, com números da inflação, moradias, atividade industrial e a reunião do Fed, amanhã. Mais do que os indicadores americanos, entretanto, e até mais do que a tragédia japonesa, que os mercados aparentemente já aprenderam a lidar, as incertezas sobre o Petróleo continuam no centro de tudo, pois ninguém sabe o que esperar dos conflitos no Oriente Médio e no Norte da África.
Nesta segunda-feira, a agenda externa é esvaziada. Internamente temos como destaque o relatorio semanal Focus, a balança comercial e os indicadores industriais da CNI. Sobre os mercados hoje, iniciamos o dia com Japão entre os destaques do noticiário. O banco central do país agiu de forma decisiva nesta segunda-feira, duplicando o tamanho de seu programa de compra de ativos e injetando um recorde de 15 trilhões de ienes (US$ 183,28 bilhões) nos mercados financeiros para amenizar as preocupações com a liquidez. A ação foi seguida de uma reunião de política monetária onde a decisão foi de manutenção da taxa básica de juros do país entre 0% a 0,1%. Ainda assim, a bolsa de Tóquio despencou 6,18% na sessão que passou. Os contratos futuros das bolsas americanas operam em queda; os mercados europeus com sinais mistos.
Fatos Relevantes
CYRELA – A companhia comunicou na última sexta a revisão de seus guidances (metas) para 2011 e 2012. O ponto médio dos novos números são os seguintes: Lançamentos: R$ 8,1 bilhões em 2011 e R$ 9,3 bilhões em 2012; Vendas: R$ 7,3 bilhões em 2011 e R$ 8,5 bilhões em 2012; Participação Cyrela (%): 78% em 2011 e 80% em 2012; Margem Bruta: 29% em 2011 e 33% em 2012; Margem EBITDA: 17% em 2011 e 20% em 2012. A revisão dos números seja NEGATIVA para a Cyrela, uma vez que reduz a expectativa de capacidade de expansão da companhia, além de mostrar um descompasso da Cyrela com o mercado Imobiliário. Utilizando o ponto médio de 2011 e 2012 dos novos guidances e comparado com os números anteriormente divulgados, a empresa reduziu em 4,0 p.p. a Margem Bruta e 3,5 p.p. de Margem EBITDA. Os Lançamentos sofreram um decréscimo de 12,2%, enquanto vendas -13,5%. Por fim, a participação Cyrela ganhou 4,0 p.p. Em suma, a revisão demonstra a dificuldade da empresa em acompanhar o crescimento do mercado, quando analisadas as empresas de capital aberto.
HYPERMARCAS - A Hypermarcas, fabricante de produtos de higiene pessoal, farmacêuticos e alimentos, obteve um lucro líquido consolidado de R$ 87,915 milhões no quarto trimestre de 2010, o que representa um aumento de 5,7% sobre os R$ 83,148 milhões do mesmo intervalo de 2009. Os dados atendem ao padrão contábil IFRS. No acumulado de 2010, o lucro líquido consolidado ficou em R$ 261,901 milhões, queda de 10,3% ante os R$ 292,106 milhões anotados no ano anterior. A companhia apresenta também outro critério para o resultado, o lucro líquido caixa, que inclui despesas não recorrentes, variação cambial, imposto de renda e outros itens. No quarto trimestre, esse resultado é de R$ 168,7 milhões, 26,4% maior que os R$ 133,5 milhões de igual trimestre de 2009. No acumulado do ano, alcança R$ 557,9 milhões, alta de 28,2% sobre os R$ 435,1 milhões do ano anterior. O Ebitda (lucro líquido antes de juros, impostos, depreciação e amortizações) ficou em R$ 223,6 milhões no quarto trimestre, um aumento de 44,6%, ao passo que no ano somou R$ 734,5 milhões, 45,6% maior. A margem Ebitda do último trimestre de 2010 cresceu de 22% para 23,7%, e a do acumulado do ano caiu de 25,7% para 23,2%. O resultado da empresa se mostrou positivo e acima do esperado pelo mercado. Destaque também para a forte expansão do Ebitda da companhia (44,6% ano contra ano) e da melhora de margem (expansão de 1,7p.p ante o 4T09 e 2,8p.p acima das estimativas do mercado) resultado de menores gastos com propaganda e marketing e também da estratégia de aquisições da empresa e incorporação de sinergias. Vale lembrar que desde 2008 a empresa realizou 19 aquisições (sendo 7 em 2010 e 3 já em 2011), fazendo com que estejam em curso vários processos de integração simultâneos e diversos processos de captura de sinergias ainda não implementados e não capturados. A empresa negocia a um P/L 2011E de 21,63x e um EV/Ebitda 2011E de 10,01x.
Índices
Dow Jones Futuro 11930 -0,61%
S&P Futuro 1292 -0,64%
DAX 30 6898 -1,19%
FTSE 100 5812 -0,28%
Nikkei 9620 -6,18%
Xangai Composto 2937 +0,13%
Agenda do dia

FONTE: Broadcast, Bloomberg, Infomoney e Uol
SÃO PAULO - Em meio a rumores sobre uma negociação para aquisição de participação na Trip Linhas Aéreas, a TAM (TAMM4) divulgou um comunicado ao mercado nesta segunda-feira (14) em que confirmou a manutenção de negociações com a empresa em vista a uma possível expansão de seus negócios.
"Visando ao aprimoramento do acordo de codeshare existente e a identificação de possíveis oportunidades para fortalecimento e expansão de seus negócios, as referidas companhias mantêm tratativas, que não vinculam ou obrigam qualquer das partes", revelou em nota ao mercado.
A Trip possui um acordo de comercialização e aceitação de bilhetes desde maio de 2004 com a TAM, tendo anunciado a aquisição de quatro novos EMB 190 junto à Embraer no início deste mês.
Participação minoritária
A companhia emitiu o comunicado após os rumores de que a Latam - empresa que se originará da fusão entre a TAM e a chilena LAN - estaria interessada em adquirir uma participação minoritária na Trip.
Segundo indicou o jornal O Estado de São Paulo, a TAM estaria interessada em comprar de 20% a 30% da companhia Trip. Segundo a reportagem, as conversas se iniciaram no final do ano passado e terão fim em cerca de um mês, sendo que o processo de análise dos dados financeiros da Trip pela TAM já está em fase avançada.
SÃO PAULO - A Petrobras (PETR3, PETR4) descobriu indícios de hidrocarbonetos no poço 4-BRSA-895-DBA, localizado no campo de Massapê, na Bacia do Recôncavo na Bahia.
Segundo informações prestadas pela companhia à ANP (Agência Nacional de Petróleo) na última quinta-feira (10), a profundidade média final é estimada em 3619 metros, e o poço é terrestre.
Perfuração continua
A descoberta foi realizada pela sonda Terra Invader 350, e, segundo informações de 6 de março, a companhia segue perfurando o poço, cuja operadora é a própria estatal.
SÃO PAULO - O índice Nikkei encerrou a sessão desta segunda-feira (14) em forte queda de 6,18%, em meio à avaliação das consequências para a economia do país após o desastre natural da última sexta-feira, que deixou milhares de mortos e afetou de modo severo a infraestrutura japonesa.
Somam-se aos temores econômicos o pânico gerado pela possibilidade de um acidente nuclear, considerada pequena pelas autoridades. De acordo com a agência Kyodo, houve uma explosão no terceiro reator da usina nuclear de Fukushima, deixando 11 feridos, como resultado de um novo tremor de terra registrado na manhã deste dia.
| %Var Dia | Pontos | |
|---|---|---|
| Nikkei | -6,18 | 9.620 |
| Hang Seng | +0,41 | 23.346 |
| Shanghai Composite | +0,13 | 3.076 |
Além das severas consequências humanitárias, a catástrofe começa a revelar seu lado negativo para a economia. Nesta segunda-feira, a Tokyo Electric Power afirmou que o racionamento de eletricidade em algumas de suas áreas de serviço duraria duas horas, a partir das 17h de Tóquio. As ações da empresa despencaram 23,5%.
Após antecipar sua reunião ordinária para esta segunda-feira, o BoJ (Bank of Japan) decidiu ampliar o limite do programa de aquisição de ativos de ¥ 5 trilhões para ¥ 10 trilhões, além de injetar cerca de ¥ 15 trilhões nos mercados financeiros, visando assegurar a liquidez de curto prazo.
Sem crise
"O choque resultante do terremoto de sexta-feira não torna uma crise fiscal no Japão iminente", afirmou a Thomas Byrne, vice-presidente sênior da agência de classificação de risco Moody's. Em sua avaliação, o grande e líquido mercado para a dívida do país deverá continuar a suprir as necessidades de financiamento do país.
Em meio ao fardo da recuperação, a pressão vendedora se abateu principalmente sobre os papéis do setor financeiro, com destaque para as seguradoras. Calcula-se que os prejuízos apenas para o setor podem chegar à casa das dezenas de bilhões de dólares, embora as avaliações ainda sejam preliminares. Assim, as ações da Tokyo Marine caíram 12,4%, seguidas pelos ativos das Daiichi Life Insurance, em forte queda de 18,8%.
Do outro lado
Entretanto, o desempenho negativo ficou relativamente limitado às ações japonesas. A despeito das perspectivas desfavoráveis de curto prazo para a economia global e regional, os principais índices de ações das bolsas na China voltaram a registrar leve alta nesta sessão.
Destaque para as ações de empresas que fabricam produtos concorrentes ao de companhias japonesas, como a siderurgia. Assim, a Baoshan Steel viu suas ações subirem cerca de 2,1%.
Ademais, os temores sobre inflação ficaram limitados pela ampliação menor que a esperada dos empréstimos no país. O PBoC (People's Bank of China) afirmou que os novos empréstimos denominados em moeda local atingiram 535,6 bilhões de yuans em fevereiro, cerca de US$ 81,5 bilhões.
Ontem
Ontem tivemos alguns pontos que mostram uma aversão do mercado: déficit comercial Chinês, um pacote de dados desfavoráveis de auxílio-desemprego e déficit comercial nos EUA e a Moody's rebaixando a nota da dívida do governo espanhol. Está formado um cenário de queda, ainda mais se adicionarmos as famosas tensões geopolíticas dos últimos dias e o painel inflacionário que aflige os mercados.
Logo cedo, a China teve um inesperado déficit comercial de 7,3 bilhões de dólares em fevereiro, o maior em sete anos, com o feriado do ano-novo lunar prejudicando as exportações. Nos Estados Unidos, o número de trabalhadores que entrou pela primeira vez com pedido de auxílio-desemprego subiu 26 mil, para 397 mil, após ajustes sazonais, na semana até 5 de março, informou o Departamento de Trabalho.A expectativa era de um aumento de 7 mil pedidos. Ainda em terras americanas, o Departamento de Comércio revelou que o déficit comercial do país subiu 15% em janeiro, atingindo US$ 46,30 bilhões.
Na Europa, a Moody's rebaixou a nota da dívida do governo espanhol de Aa1 para Aa2, com perspectiva negativa. A agência de classificação de risco não descartou novos rebaixamentos, devido à tendência de piora das finanças do governo e diante dos elevados custos da reestruturação do sistema bancário espanhol.
Por aqui, o Banco Central divulgou a Ata da última reunião do Comitê de Política Monetária. No texto, o Banco Central identifica no cenário econômico brasileiro atual riscos elevados para a convergência "tempestiva" da inflação para o centro da meta, de 4,5%. Para o BC, prevalece o nível de incerteza "acima do usual" e o cenário de inflação não evoluiu favoravelmente. No parágrafo 31 do documento, um dos mais importantes da ata, o BC sinaliza que a estratégia de política monetária poderá ser reavaliada com a adoção de novas medidas macroprudenciais.
Hoje
Ontem à noite, depois do fechamento do pregão, dados importantes vindos da economia chinesa, os índices de inflação ao consumidor (+4,9%) e ao produtor (7,2%) foram os principais destaques e mostraram que o avanço dos preços permanece forte, preocupando ainda mais o mercado que teme novas medidas do governo para travara alta dos preços na região. A produção industrial do país cresceu 14,1% e ficou acima das projeções (+13,3%), já as vendas no varejo avançaram 15,8%. Todos os dados referentes ao mês de fevereiro.
A semana chega ao fim com a divulgação, no Brasil, da primeira prévia de março do IGP-M e dos dados de emprego e salário industriais em janeiro. Nos EUA, saem as vendas no varejo, os estoques das empresas e o sentimento do consumidor da Universidade de Michigan. Na Europa, destaque para a reunião que vai discutir a situação na Líbia.
Os mercados hoje iniciam com desvalorização. Os mercados na Ásia encerraram em queda com terremoto no Japão, seguido de Tsunami, pesando nas cotações. Europa e índices futuros em NY seguem a mesma direção. A conseqüência do forte terremoto que atingiu o Japão a 8,9 graus da escala Richter, seguido por um tsunami de 10 metros, ainda é incerta e o impacto pode não se restringir apenas ao Japão. Já foram dados alertas de tsunami em vários países da Ásia e na costa oeste dos EUA.
No front internacional, também fica em evidência os protestos na Arábia Saudita em alerta máximo no "dia da ira", que deve estimular as manifestações nesta sexta-feira.
Fatos Relevantes
GOL- A GOL está inaugurando no mês de março, um novo modelo de venda de passagens aéreas, destinado, principalmente, à nova classe média brasileira. A Companhia está abrindo quiosques chamados VOE GOL nas estações de metrô Itaquera, Sé e Luz da cidade de São Paulo. Localizados em posições estratégicas, os novos pontos de vendas terão colaboradores da GOL treinados especialmente para atender o perfil de público que transita pelo local. Neles, será possível efetuar compras de bilhetes, alterações, cancelamentos de reservas e esclarecer todo tipo de dúvida que o consumidor tenha sobre a viagem de avião. “Os quiosques vêm complementar nossa estratégia bem-sucedida para as classes C e D, que começou no Brasil de forma pioneira, quando a própria GOL foi lançada no mercado”, diz Claudia Pagnano, vice-presidente de Mercado da Companhia.
RODOBENS - A construtora e incorporadora divulgou seus números do 4T10, demonstrando uma expressiva recuperação ano-contra-ano, porém ainda abaixo das estimativas do consenso. Receita Líquida de R$ 221,5 milhões (+67% ano-contra-ano); EBITDA de R$ 40,5 milhões (+223% ano-contra-ano), com margem EBITDA de 18,3% (+8,9 p.p. ano-contra-ano); Lucro Líquido de R$ 26,1 milhões no 4T10, ante R$ 0,3 milhão no 4T09; Com um resultado ligeiramente abaixo do consenso e demonstrando uma piora operacional frente o 3T10, espera-se uma reação negativa nas ações da Rodobens na sessão de hoje. Vale destacar que em termos de Lançamentos, o 4T10 foi recorde, e provavelmente motivou o impacto no operacional da companhia, o que por sua vez tende a retornar nos primeiros trimestres de 2011.
HERINGER - A Fertilizantes Heringer registrou lucro líquido de R$ 113,524 milhões no 4T10, revertendo prejuízo de R$ 35,200 milhões no 4T09. Em 2010, o lucro foi de R$ 61,805 milhões, com alta de 1,9%. A receita líquida da companhia totalizou R$ 1,335 bilhão, expansão de 37,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. No ano a receita totalizou R$ 3,521 bilhões, alta de 10,3%. A geração de caixa medida pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi positiva em R$ 200,317 milhões no trimestre, representando uma margem de 15,0%, ante o valor negativo de R$ 44,153 milhões no mesmo intervalo do ano anterior, com margem negativa em 1,3%. Em 2010, o Ebitda somou R$ 212,331 milhões, com margem de 6,0%, ante R$ 6,861 milhões em 2009, com margem de 0,2%. O resultado da Fertilizantes Heringer se mostrou muito positivo e ficou acima do esperado pelo mercado em todas as linhas.
Índices
Dow Jones Futuro 11885 -0,29%
S&P Futuro 1287 -0,15%
DAX 30 6991 -1,02%
FTSE 100 5822 -0,39%
Nikkei 10254 -1,72%
Xangai Composto 2933 -0,79%
Agenda do dia

FONTE: Broadcast, Bloomberg, Infomoney e Uol