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Bolsas dos EUA fecham com perdas

O índice Dow Jones, referência da bolsa de Nova York, recuou 1,05%.

Empresas colocaram em dúvida a força da recuperação econômica.

Bovespa segue NY e perde força no final do pregão

Dólar tem leve alta em dia de poucos negócios

As bolsas de valores dos Estados Unidos encerraram em baixa nesta quinta-feira (13), depois que comentários negativos sobre a economia feitos pela Cisco Systems e pela varejista Kohl's colocaram em dúvida a força da recuperação econômica dos EUA.

O índice Dow Jones, referência da bolsa de Nova York, recuou 1,05%, para 10.782 pontos. O termômetro de tecnologia Nasdaq caiu 1,26%, para 2.394 pontos. O Standard & Poor's 500 perdeu 1,21%, para 1.157 pontos.

O alerta da Cisco sobre um ainda fraco mercado de trabalho e o comentário da Kohl's sobre não estar convencida de que a recuperação está em curso ressaltaram o viés pessimista entre investidores já cautelosos. As ações da Cisco recuaram 4,5% e as da Kohl's perderam 5,8%.

Somando-se ao tom negativo, um relatório do Departamento de Trabalho mostrou que o número de trabalhadores que requisitaram auxílio-desemprego teve apenas uma leve queda na semana passada, o que esfriou as expectativas de forte melhora nos dados mensais de emprego e sugeriu que a taxa de desemprego vai permanecer elevada.

Tom Alexander, presidente da Alexander Trading, ressaltou que os papéis do setor varejista são altamente dependentes da retomada e sensíveis a sugestões de fraqueza econômica. "Essa vai ser uma área da economia que será sempre posta em xeque quando se começa a questionar a recuperação", disse.

O índice de varejo do S&P caiu 3%. Investidores estão cautelosos antes dos números sobre as vendas do setor em abril, com divulgação prevista para sexta-feira. Por outro lado, as ações da Alcoa subiram 2,7% e ajudaram a limitar a queda do Dow Jones. O bom desempenho se deu em meio a expectativas de que o preço do alumínio possa subir caso os valores mais altos da energia na China reduzam a oferta global.

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Dólar fecha em forte alta e tem maior cotação desde fevereiro

Moeda terminou o dia vendida a R$ 1,851, em alta de 2,94%.

Crise da dívida grega abalou mercados financeiros nesta quinta.

O dólar terminou a quinta-feira (6) com forte alta, de 2,94%, vendido a R$ 1,851. A cotação é a maior desde 12 de fevereiro, quando terminou a R$ 1,859. Durante os negócios, a moeda chegou a subir mais de 5%, se aproximando de R$ 1,90.

O dia foi de turbulência nos mercados financeiros. Os temores de que a crise da dívida grega se espalhe por outros mercados europeus levaram os investidores a fugir dos riscos, derrubando as bolsas e fazendo disparar a cotação do dólar.

Na Bovespa, o principal indicador chegou a cair mais de 6%, antes de iniciar uma retomada no início da tarde. O Dow Jones, principal indicador da bolsa de Nova York, registrava jornada semelhante.

O mau humor tomou conta dos mercados depois de o parlamento grego aprovar um plano para reduzir seu déficit fiscal nos próximos anos. A aprovação do programa era um requisito para a liberação da ajuda à Grécia por parte de países da zona do euro e do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Reação dos mercados

O economista Carlos Daniel Coradi, da EFC Engenheiros Financeiros & Consultores, afirmou que o mercado brasileiro se comportou dessa forma em razão da crise grega. "Isso é uma cadeia porque às 8h o mercado japonês fechou e a situação veio para cá." Segundo o economista, o mercado financeiro funciona com "80% de psicologia e 20% de técnica".

Coradi afirma que a Bovespa chegou a cair 6% e o dólar subiu tanto por causa dos reflexos na Grécia, mas que, com a queda expressiva, muitos venderam ações e iniciou-se o movimento de compra. "O inexperiente fica nervoso e vende. O profissional, na crise, espera e compra", afirma.

"O mercado se comportou como em um prenúncio de crise", afirmou Hamilton Moreira, analista do BB Investimentos.

O temor de que a crise da Grécia atinja também outros países europeus fez com que o euro se desvalorizasse nesta quinta. Ao mesmo tempo, em momentos de crise os investidores costumam procurar os investimentos considerados mais seguros - como os papéis do Tesouro dos EUA.

Isso faz com que as bolsas, por representarem investimentos mais arriscados, caiam, ao mesmo tempo em que o dólar se valoriza devido à procura por títulos norte-americanos.

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